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Divagações
Quo Vadis ? Ou uma visita ao Feminino...com um novo conceito de Natal.
Tenho para mim que o pilar de qualquer civilização é a mulher.
E essa civilização será mais ou menos avançada, mais ou menos forte, mais ou menos unida, mais ou menos próspera, mais rica ou mais pobre, mais ou menos altiva, mais ou menos submissa, mais ou menos arrogante, mais ou menos compreensiva, mais ou menos tolerante, mais ou menos cruel, mais ou menos justa, e inclusive mais ou menos linda, consoante as características das suas mulheres.
São elas a mola real de todas as mudanças.
Lamentavelmente, ou não, acontece que pela sua natureza individualista e vaidosa, que também é o seu pior defeito, não permite que possam ser o elemento dominador.
Esse papel ficou reservado ao homem.
Na nossa sociedade o mundo da mulher resume-se a ela própria e à sua prole, (des)classificando o homem, permitindo-lhe que habite no mesmo espaço e de preferência que passe despercebido no mesmo, só devendo sobressair quando servir de troféu, para exibição junto das outras mulheres.
Os homens, sabendo bem das capacidades das mulheres, foram sempre vivendo, uns, seguindo a lei do menor esforço, deixando para a mulher a maioria das tarefas, dedicando ele as suas potencialidades para “garantir” a subsistência, a organização e o lazer, (bons tempos aqueles), outros, querendo imitá-las, mas não passando de fracas cópias, em todos os aspectos.
Surgiu, a meu ver, por culpa destes últimos, uma nova geração de mulheres que pretende imitar os homens. Também com elas, as cópias são fracas e com maus resultados práticos.
Tanto se querem imiscuir nas tarefas tradicionalmente entregue aos homens, que até aceitam serem nomeadas por quotas, em vez de exigirem serem nomeadas pelo seu valor.
Porquê?
Porque as mutações da sociedade trouxeram também para elas a sede do poder. E pelo poder, aceitam lá chegar de qualquer maneira. Não pensem que sou um machista primário. A minha análise não tem nada a ver com essa trampa.
Apenas acho, que o espaço de tempo para a mutação, que se iniciou depois da 1ª Guerra Mundial, é muito curto para que a mulher possa assimilar, o que ao homem custou alguns milhares de anos para conseguir, e mesmo assim é a desgraça que sabemos.
Mas voltemos à condição feminina.
Nos anos 20 do século passado, conseguiram ter acesso a Wall Street. Em Outubro de 1929 (apenas 9 anos depois), assiste-se ao 1º grande crash bolsista que havia de se repercutir por todo o mundo, e cuja saída foi a 2ª Guerra Mundial. A seguir passaram para a política e o certo é que finda a 2ª Guerra nunca se conseguiu viver uma década inteira sem um conflito armado em qualquer ponto do Globo.
Não querendo esticar mais este elástico, peço às mulheres que voltem para casa e nos tragam de volta o NATAL.
Natal é sempre o fruto que está no ventre de uma mulher ( Ary dos Santos).