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Publicado: 2/10/2009 - 0 comentário(s) [ Comentário ] - 0 trackback(s) [ Trackback ]
Category: Vida

Estar mal, incomodar e civismo

Antes do mais, devo confessar que tenho sido criticado por muito falar na 1ª pessoa do plural, como se alguém me tivesse dado o direito de falar pelos outros. Reconheço tal falha, da qual me penitencio, e tentarei falar apenas em meu nome, dizendo o que eu penso e não o que nós pensamos.

Feito que está o reparo, avancemos (lá estou eu!) digo, avanço, (não me soa nada bem):

Há situações que estando bem me incomodam, outras que estando mal não me incomodam, ainda algumas que estando mal também me incomodam, achando sempre que estando mal ou bem, desde que me incomode, são provocadas por pessoas sem civismo.

Há dias atrás, num dos meus passeios higiénicos, tive que me desviar de um carro que estava estacionado numa curva, enquanto eu, seguia a pé pelo lado direito da rua, e fora do passeio, obrigando-me a transitar quase pelo meio da rua.

Inacreditável! - Que falta de civismo!

De imediato critiquei mentalmente o/a condutor/a de tal viatura, que apenas via a sua conveniência, borrifando-se para os restantes. Foi tal pessoa completamente vituperada pelo meu intelecto, que se tivesse possibilidade de ler os meus pensamentos, certamente me atiraria com o carro em cima. Como se tal não bastasse, também a minha imaginação desfiava toda uma série de penas e pragas, com que tal ser devia ser castigado.

E «ruminando» tais ideias, insultos e outros quejandos,contra tão mal-educada gente, passando do particular ao geral, "enquanto o diabo esfrega um olho" (que raio de comparação), continuei o meu caminho, no lado direito da estrada, a pé e fora do passeio.

Publicado: 3/8/2009 - 1 comentário(s) [ Comentário ] - 0 trackback(s) [ Trackback ]
Category: Vida

O sonho das férias - que ainda não são as férias de sonho.

Sempre que entro de férias vem-me à lembrança o meu sonho de miudo : eu queria ser TURISTA.

Nada de Guia turistico,Operador turistico, nada disso, apenas : turista.

Com 10 anos de idade, eu via-os sair de grandes autocarros, chegar em bons carros, ir para os melhores hoteis em Portimão e Praia da Rocha, melhores restaurantes, os empregados tratavam-nos como autênticos deuses, elas não ligavam puto à nossa maneira de vestir, traziam mini-saias, hot-paints, shorts, um regalo.

Perguntava à minha irmã, quem era aquela gente e o que faziam, e ela respondia: Sei lá! São turistas! Sempre cheios de dinheiro para gastar em tudo quanto é bom,

Tinham a particularidade de aparentarem um constante ar de felicidade, e eu decidi : Esta é a profissão que eu quero: Ser Turista.

E só andavam no Verão. No resto do ano não faziam nada, nem apareciam. Rica vida.

O meu tio que morava em Lisboa, também tinha a mania de dizer que era turista, mas era só no gozo, porque o Grande Hotel e o Grande restaurante era a casa da minha avó, e embora não aparecesse no resto do ano, a gente bem sabia que ele estava em Lisboa a trabalhar que nem um mouro, pois era electrecista de elevadores, e andava de prédio em prédio, umas vezes a montar ouras a reparar as montagens (feitas por outros imbecis, segundo ele).

Graças a Deus, a vida, depois de alguns pontapés e com os quais muito aprendi, foi-me proporcionando a posiibilidade de uma vez por ano, cumprir o meu sonho : Ser Turista.

E eu sou turista conforme as circunstâncias que ditam da minha carteira.

Ás vezes os meus primos no Algarve perguntavam-me: Vens por quanto tempo? - Respondia : Por cem contos!

Não é que considere os meus primos menos inteligentes, mas acho que nunca entenderam o que eu queria dizer, pois comentavam: Sempre no gozo!

E eu lá ia sendo turista , e o máximo que tenho conseguido é por uma semana. Mas nessa semana, em Portugal ou no Estrangeiro, <SOU TURISTA>, pois bem vejo os olhos dos pequenitos a dizerem: quando for grande é assim que eu quero ser: TURISTA. 

Publicado: 14/7/2009 - 1 comentário(s) [ Comentário ] - 0 trackback(s) [ Trackback ]
Category: Vida

 

L' amour c'est la langue française par excellence - Nunca percebi muito bem o sentido desta afirmação, ou não quiz perceber. Ficou assim pensada numa manhã de Julho na Boa Entrada, quando a vi pela primeira vez, entrando pela minha casa dentro, já mais dela do que minha, chamando o nome de minha mãe : D. Leontinaaaa.E  parou quando me viu, sorriso angelical, Olá! És o Luís? A tua mãe? E não fora a minha omnipresente  e salvadora mãe, e provavelmente, ainda hoje lá estaria, com cara de parvo sem que qualquer som saísse por uma boca aberta, que por sorte era cacimbo e havia pouca mosca rondando, mas lá falou não sei o quê, rodou, olhou-me de soslaio e saíu. Eu é que não saí donde estava.-Sinhora, voz da Maria lavadeira, olhia só : menino Luís viu sombração!

Foi a primeira vez que vi a Janjo.

Muitos de nós e de vós enamoraram-se, apaixonaram-se, sonharam com a figura da vossa Bela Adormecida, ou do vosso Príncipe encantado, eu tive tudo isso e muito mais : Eu tive a felicidade de ter conhecido o AMOR.

A Janjo era tudo isso, linda meiga, ficava triste quando eu, palermita de 19 anos, me zangava. Seus cabelos eram feitos de seda, seus olhos viam a minha alma, sua boca , nem grande nem pequena, só sabia dizer coisas que eu adorava ouvir.

Foi muito lindo o que vivemos, e é muito lindo o que ainda sentimos.

Não a vejo desde 1973 se a memória me não atraiçoa, não sei onde está, nem sei como vai. Só tenho uma certeza : Que ainda hoje ela sente por mim o que eu sinto por ela, e isso traz-me uma paz interior só possível a quem um dia conheceu o seu Amor.

Obrigada Janjo por também te lembrares de mim com essa ternura.

Um Beijinho e continua bem.

(Mais cedo ou mais tarde eu tinha que escrever isto)